Exemplo: Londrinos se juntam pela internet para limpar a cidade




Pelo Facebook e pelo Twitter, milhares de londrinos se juntam para limpar a cidade depois dos protestos dos últimos dias

Se as redes sociais tiveram um papel importante na organização das violentas manifestações que ocorrem em Londres desde o fim de semana, elas também estão ajudando a cidade a reverter a destruição provocada pelos tumultos. Nesta terça-feira, milhares de pessoas foram às ruas da capital britânica com vassouras, luvas e sacos de lixo para limpar a cidade, em uma iniciativa convocada pela internet.

Milhares de londrinos começaram a se organizar pelo Twitter e pelo Facebook para melhorar a imagem da cidade. Enquanto as autoridades locais advertem que o melhor que as pessoas podem fazer é ficar em casa e se certificar que seus filhos estejam ao seu lado, milhares de cidadãos se uniram para prestar solidariedade aos vizinhos que viram suas casas e lojas destruídas. A magnitude do episódio estimula a colaboração entre os cidadãos, como demonstra um cartaz pintado à mão que alguém colocou na entrada da estação de metrô de Finsbury Park: "Seja amável com os londrinos". Uma das primeiras ações, coordenada pelo grupo do Facebook Post riot clean-up: let's help London (que já tem mais de 13 mil membros), foi uma brigada de limpeza formada por dezenas de pessoas que, com vassouras na mão, se reuniram em Clapham Junction, uma das áreas mais afetadas pelos distúrbios desta segunda-feira à noite, para colocar o lugar em ordem. "É uma imagem emocionante ver os moradores de Clapham unidos. Não deixaremos os arruaceiros vencerem", afirmava Lisa Lamb no seu prefil no Twitter.

O Filtro: o que está por detrás dos protestos em Londres? Diante do sucesso da convocação, a rede se encheu de pedidos para que iniciativas similares se repetissem em outros pontos de Londres e do Reino Unido. "É preciso organizar uma limpeza em Enfield o mais rápido possível", dizia Zahin Ali, e Kit Haldenby-Wood respondia: "Estarei na quinta-feira onde for necessário". "Amanhã de manhã estou livre para limpar Tottenham. Há algo organizado lá?", se oferecia Goldmund Purcell. O vídeo abaixo mostra a preparação para uma das limpezas coletivas:

Aqueles que se opõem aos atos de vandalismo na capital britânica utilizam as mesmas armas para se organizar que os jovens rebelados: posts no Twitter (pela hashtag #Riotcleanup) e as mensagens do BlackBerry Messenger (BBM), cujos textos cifrados são mais difíceis de rastrear pela polícia. O BlackBerry é o smartphone mais popular entre os jovens britânicos. Na internet são inúmeras as mensagens de indignação contra os autores dos ataques, que não se limitam a veículos, edifícios e a instalações policiais, mas também ambulâncias e caminhões de bombeiros que chegam às áreas afetadas. "É um dia triste para ser britânico. O que está acontecendo é asqueroso", lamentava-se Thierry Quebecster em uma das muitas mensagens nas quais cidadãos do Reino Unido expressam vergonha pela imagem que o país está passando para o resto do mundo. "É o momento de levantar Londres do pó e mostrar do que somos capazes como cidade", afirmou Jake Veasey. Apesar dos incidentes aparentarem ter superado a ação da polícia nas últimas três noites em Londres, a maioria das mensagens nas redes sociais não são críticas à Scotland Yard e estimulam os agentes a seguirem fazendo seu trabalho, enquanto os cidadãos organizam suas próprias iniciativas. Nessa linha, muitos blogueiros começaram a divulgar imagens dos suspeitos de causar distúrbios publicadas pela polícia londrina em seu site.

Com informações: Época
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