Em Brasília, marcha anticorrupção reúne 20 mil


Cerca de 20 mil manifestantes participam nesta quarta-feira (12) da marcha contra a corrupção em Brasília, de acordo com estimativas da Polícia Militar.
Organizado por meio da rede social Facebook, o grupo já havia feito o mesmo protesto no feriado de 7 de Setembro, quando aproximadamente 10 mil pessoas compareceram à Esplanada dos Ministérios.
Formalmente, a marcha pressiona pelo fim do voto secreto e em favor da Lei da Ficha Limpa, mas as faixas dos manifestantes mostram desde críticas ao governo e ao Judiciário até reivindicações por melhores salários no funcionalismo público.
Ueslei Marcelino/Reuters
Marcha anticorrupção reúne 20 mil pessoas em Brasília
Marcha anticorrupção reúne 20 mil pessoas em Brasília
Parte do grupo carrega uma pizza gigante, desenhada em um painel de 15 m. Outros carregam faixas com a mensagem como "País rico é país sem corrupção", fazendo alusão ao slogan do governo Dilma Rousseff, e "País rico é país sem miséria".
Nominalmente, os manifestantes criticaram o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o deputado cassado José Dirceu, que saiu do governo Lula após o escândalo do mensalão. Ambos foram chamados de "ladrões" e "corruptos".
Eles saíram às 11h da Museu da República e devem percorrer toda a Esplanada dos Ministérios até o Palácio do Planalto, onde planejam cantar o hino nacional.
EVENTO
Segundo a idealizadora do evento, Lucianna Kalil, a ideia de ir às ruas contra a corrupção ganhou força, inicialmente, por meio de redes sociais na internet. "O povo se movimenta para tanta coisa, consegue se juntar para tomar cerveja, para ver uma partida de futebol, para fazer outros tipos de marchas. E por que não se juntar contra a corrupção que é um mal que afeta todo mundo, ricos e pobres?", indagou.
Kalil disse que o movimento é apartidário e o dinheiro necessário para a sua realização veio da venda de camisetas para organizar a marcha. "A primeira marcha, no dia 7 de Setembro, tratou de um assunto bem genérico [defendido pelos manifestantes] e, hoje, a gente está focando o nosso apoio ao CNJ [Conselho Nacional de Justiça], à constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa e ao fim do voto secreto parlamentar", disse.
Com informações: Folha de São Paulo
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