Mãe coloca anúncio para arrumar marido para seu filho

Padma queria um homem "de boa condição social, vegetariano e que gostasse de animais" para seu filho

Padma queria um homem "de boa condição social, vegetariano e que gostasse de animais" para seu filho

Padma Iyer não queria que seu filho ficasse sozinho quando ela morresse. Por isso decidiu colocar um anúncio para ele em classificados de namoros.

Até aí trata-se de uma história normal na Índia, onde casamentos arranjados são comuns.

O que chama a atenção é que ela não buscava uma mulher para seu filho, mas um marido.

Pelo anúncio, o candidato deveria "ter uma boa condição social, ser vegetariano e gostar de animais" para estar com seu filho, Harish, um ativista por direitos homossexuais.

"Minha mãe tem quase 60 anos, e eu tenho quase 40. É natural ela pensar que ficarei sozinho quando ela morrer. Como é comum colocar anúncios no jornal para encontrar namorados, ela fez isso", explica Harish.

Padma o consultou antes de buscar um marido para ele, apesar do casamento gay não ser reconhecido legalmente no país.

"Ela me perguntou se estava saindo com alguém e se gostaria de encontrar alguém para casar", diz Harish, que estava solteiro na época.
Anúncio recusado

Mas o anúncio não foi bem recebido por alguns jornais locais. Harish conta que três se recusaram a publicá-lo.

"Foi chocante. São jornais que têm um histórico de coberturas bastante positivas sobre a comunidade LGBT. No entanto, mesmo que a equipe editorial fosse fantástica, a equipe comercial parecia não concordar com estas posições", lamenta ele.

Harish explicou aos responsáveis pelos anúncios que não era ilegal publicar algo assim e até mesmo se ofereceu para assinar um documento dizendo que ele e sua mãe assumiriam toda a responsabilidade legal por seu conteúdo.

Até o momento, o anúncio não teve qualquer repercussão jurídica. Na verdade, em resposta a ele, a mãe de Harish recebeu uma dezena de mensagens de homens interessados em seu filho.

"Ela está analisando as propostas recebidas como se fosse o departamento de recursos humanos de uma empresa e me repassará os melhores", diz ele.

UOL
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