Revolta marca o sepultamento do universitário Máximo Augusto de Araújo

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Centenas de pessoas, entre familiares, amigos e colegas universitários se reuniram na manhã desta segunda-feira, no cemitério de Nova Descoberta, para as últimas homenagens ao estudante caicoense Máximo Augusto Medeiros de Araújo, 23 anos, encontrado morto na manhã de ontem, em uma estrada carroçável no distrito Jacobina, entre os municípios de Macaíba e São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Durante a missa de corpo presente foi cantado o hino de Nossa Senhora de Santana, padroeira de Caicó. Não houve velório.
Foto: José Aldenir
Foto: José Aldenir
Após as orações, houve uma grande salva de palmas no fechamento da sepultura. A emoção era visível no semblante de todos, alguns diziam ainda não acreditar na tragédia. Afinal, foi nessa mesma data, há 19 anos, que a irmã do estudante morreu em um acidente de carro. Ela faria aniversário nesse dia.
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Segundo a corretora de seguros, Jaqueline Araújo, amiga da família, a sociedade natalense precisa fazer urgentemente um manifesto contra a violência, não só pelo assassinato do estudante, mas pela onda crescente de homicídios que vem ocorrendo na capital. “Tem que haver um clamor de todos para combater essa insegurança. Antes, Natal era considerada uma cidade tranquila, com noites agradáveis e diversão garantida. Hoje, você não pode ir a uma boate e restaurante, pois não sabe se volta para casa”, criticou.
Foto: José Aldenir
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Um dos amigos de Máximo, o caicoense Cristiano Marcondes, também se disse preocupado com a violência no RN. Ele lembra que crimes de latrocínio e homicídio aumentaram em todo o RN. “Por ser capital, a situação aqui é pior, mas Mossoró e Caicó não ficam atrás. É morte todo santo dia, principalmente com jovens. Ninguém sabe aonde isso vai parar”.
Foto: José Aldenir
Foto: José Aldenir
O estudante do 4º período de administração de empresas foi visto pela última vez na madrugada da sexta-feira passada, quando saía da boate Vogue, em Candelária. De acordo com as informações da irmã de Máximo à polícia, um homem segurando um capacete teria entrado no veículo do jovem (Palio branco de placas OWC-8357). O segurança achou estranho e perguntou ao estudante se estava tudo bem, tendo uma confirmação positiva em seguida.
Foto: José Aldenir
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No mesmo dia, familiares sentiram falta de Máximo, mas não conseguiam a comunicação com ele pelo celular, pois estava desligado. Após procurá-lo nos hospitais e até no ITEP, resolveram prestar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Plantão da zona Sul. Uma campanha nas redes sociais foi iniciada no intuito de localizar o estudante.
Foto: José Aldenir
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O cadáver foi encontrado por um morador da localidade. O jovem apresentava hematomas nas costas, estava nu e com sinais de estrangulamento. Devido ao adiantado estado de decomposição, a confirmação de que se tratava do universitário só foi possível após exame papiloscópico.
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Atualmente, o crime está sendo apurado pela Delegacia de Homicídios de Natal (Dehom) e uma das linhas de investigação poderá ser a de latrocínio (roubo seguido de morte), já que o veículo da vítima não foi achado.
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 JORNAL DE HOJE
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