“Bancada não pode ser chamada só na hora de votar”, diz líder do PMDB após aprovação do ajuste fiscal

Em entrevista ao iG, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), faz um balanço positivo da votação dos projetos que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, considerava decisivos para o ajuste fiscal do governo este ano: as medidas provisórias 664 e 665 e a reoneração das folhas de pagamento, aprovada ontem.
Piccani calcula ter preservado 80% do que o Palácio pediu ao Congresso, o que em tempos de crise é bastante.
Ontem, o que o deixou mais irritado foi a derrota em um dos itens do projeto de reoneração das folhas: a proposta de acabar os créditos tributários que fabricantes de bebidas frias (refrigerantes) da Zona Franca recebem na produção de outras bebidas fora da região.
O líder diz que a relação com o governo melhorou desde que o peemedebista Michel Temer assumiu como coordenador político, mas que o partido não pode ser chamado somente quando o Palácio do Planalto precisa de seus votos. E agora ele espera a liberação das emendas ao Orçamento prometidas.
“Nossos pleitos estão lá. Aguardamos o governo.”
E a relação de Michel com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que é do PT… Como está?
“Melhorou muito. Esperamos que o Michel continue com autonomia e que não haja retrocesso.”
Assista:

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