Guerra dos EUA contra terrorismo: 'uma matriz de mentiras e engano'

Tropas de elite da divisão de contraterrorismo do Iraque se preparam para retomar Fallujah das mãos do Daesh (29 de maio de 2016)
Imagem: SPUTINIK
O advogado criminal internacional do Canadá, Cristopher Black, tentou analisar o que está por trás da "guerra contra terrorismo", declarada pelos EUA após os ataques de 2001, e chegou à conclusão de que é nada mais que uma tentativa de prender as pessoas de todo o mundo em uma "matriz de mentiras e engano que definem o mundo moderno".

"É-nos dito, em todo o mundo, por cada governo, que estamos em uma guerra contra terrorismo", escreveu Christopher Black em um artigo seu para o site New Eastern Outlook.

Mas depois, ele observa que "o terrorismo é uma ação, uma tática, uma estratégia. É um método, não é uma pessoa, um grupo, um país. Como pode haver uma guerra contra um método de guerra?", pergunta.

Eles querem que lutemos e nunca perguntemos por quê ou por quem. Parece que isso não importa mais.

"As pessoas não precisam saber por que 'terroristas' existem ou quem eles são, o que os motiva, ou mesmo se eles realmente existem, pois eles são simplesmente "terroristas", disse o advogado, se referindo à frase de George Bush usada depois dos ataques de 2001.

"A guerra contra o terrorismo é, na verdade, a guerra americana contra o mundo", afirmou o autor.

Segundo ele, as palavras dos EUA de que eles "estão lutando contra o terrorismo" no Iraque, "significam que eles estão lutando contra a resistência à sua invasão e ocupação". Quando dizem a mesma coisa referente ao Afeganistão, "eles estão lutando contra a resistência nacional".

"Os russos, quando dizem que estão lutando contra o 'terrorismo' na Síria, sabiam que, na verdade, estão lutando contra os Estados Unidos e seus aliados e suas forças de segurança", acrescentou Christopher Black.

"Explosões e tiroteios na Europa, na Ásia, nos EUA e na Rússia estão todos ligados à guerra real que está sendo conduzida pelos Estados Unidos contra o mundo que eles querem controlar e, de fato, pode ser melhor descrita como uma guerra de terror que está sendo travada contra o resto de nós pelos EUA e seus estados vassalos".

O autor também observa que, curiosamente, "cada ataque, de Londres a Madrid, Paris, Boston e os tiroteios" sempre acabam com os atacantes mortos em vez de presos", como se para esconder intencionalmente quem foi o idealizador real do ataque.

Isto, juntamente com um outro fato interessante de que muitos dos ataques "muitas vezes ocorrem ao mesmo tempo que a polícia está realizando "exercícios antiterroristas", dá-lhe uma razão para sugerir que "todos os alegados agressores aparentemente têm alguma conexão com os serviços da inteligência dos países envolvidos".

"O uso da palavra 'terrorismo' não diz nada, não conta informação útil que possa levar à compreensão de eventos e circunstâncias. É uma palavra usada para dopar a mente, paralisar o pensamento, minar a vontade. A linguagem é um instrumento importante para controlar pessoas. Aceitar os termos da propaganda usada por potências que querem nos controlar é se render a eles completamente, porque uma vez que fazemos isso, perderemos a capacidade de pensar racionalmente, analisar, questionar", afirmou o advogado criminal.

"Finalmente, o terror é um ato, usado por aqueles quem não podem obter legitimamente o que querem. Atos individuais de terror realizados por um terrorista solitário ou por um pequeno grupo, são realizados porque eles não têm outro poder político, mas apenas tentam assustar a população. Mas os atos de terror, conduzidos por aquelas facções da sociedade que detêm o poder do Estado, provam que eles conhecem seus objetivos e métodos como sendo criminosos. E por isso eles têm de recorrer ao terrorismo contra seus próprios povos, a fim de manter o controle e a dominação".

"Se queremos eliminar o terrorismo no mundo, então temos de eliminar as condições que trazem ao poder aqueles que estão dispostos a usar o terrorismo para governar", continua ele.

"Talvez alguém lá fora tenha a resposta para tudo isso. Eu não. Mas não vamos a encontrar, até mesmo procurar a resposta, a menos que saibamos quando chamar as coisas pelos nomes, e não de 'terrorismo'", concluiu Christopher Black.

SPUTINIK
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