Estudo aponta que música eletrônica reduz picadas e reprodução do mosquito Aedes aegypti

Para o teste, eles escolheram a música “Scary Monsters and Nice Sprites”, do produtor Skrillex. O que será que ele achou disso, hein?

A explicação para isso, aparentemente não diz respeito ao gosto musical dos insetos. Acontece que, em insetos, vibrações de baixa frequência facilitam a hora do acasalamento, mas barulhos podem atrapalhar sua percepção de sinais vindos de outros insetos e de humanos.

Ao G1, Tamara Lima-Câmara, do Departamento de Epidemiologia da USP, explicou:

“No caso dos mosquitos, o som emitido por eles vem do batimento das asas (o mesmo zumbido que escutamos no ouvido) e o batimento das asas possui uma frequência específica tanto para os machos quanto para as fêmeas. Para a cópula, essas frequências podem ser alteradas e ‘acertadas’ entre machos e fêmeas, para que entrem numa sintonia”.

Para a pesquisa, os cientistas, criaram dois ambientes: um com e outro sem música e compararam as taxas de visitação, alimentação e reprodução dos mosquitos em cada um.

As fêmeas de Aedes expostas à música visitaram o ambiente mais tarde que o normal, menos vezes e também se alimentaram menos. Além disso, os mosquitos expostos à música copularam muito menos do que os mosquitos no ambiente sem música.

Outros estudos tentaram entender como é a resposta de mosquitos às músicas, já que é conhecido que eles respondem à frequências sonoras além das mais básicas. Porém, nenhum estudo havia tentado entender o impacto da música como possível agente repelente.

Você também achou curioso o resultado deste estudo? Pois é. Só sei que, no próximo verão, comprarei um repelente e colocarei “Scary Monsters and Nice Sprites” pra tocar no repeat em casa.

Com informações de G1

Mosquito Aedes aegypti — Foto: Pixabay/Divulgação

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