Como videogames podem auxiliar o cérebro a ficar mais ágil e mais saudável

Um argumento comum que se escuta entre aqueles que não veem videogame com um viés positivo é como ele não ensina ou expande o conhecimento daqueles que são jogadores, sendo visto como um desperdício de tempo. Porém muitos não compreendem como a nova maneira de viver que o século 21 apresenta para a humanidade pode fazer o cérebro ficar mais saudável, especialmente com a ajuda de videogames.

O desenvolvimento cognitivo e videogame podem estar mais próximos do que você imagina. Várias pesquisas demonstrando isso foram feitas ao decorrer dos anos, uma das mais interessantes foi a pesquisa desenvolvida na Queen Mary University of London e na University College London, onde nela foi apontado que os jogos podem ajudar a treinar o cérebro pra ficar mais ágil e melhorar o pensamento estratégico. Cada tipo de jogo pode trazer um exercício benéfico pra determinada área do cérebro.

Metodologia da Queen Mary e College London

Para se chegar a essa conclusão, foram recrutados 72 voluntários, com o objetivo de testar a “flexibilidade cognitiva”, ou seja, a adaptabilidade de uma pessoa a ficar trocando entre tarefas, e pensar dentro de um tempo específico para resolver um determinado problema.

Dois grupos de voluntários foram criados, onde cada foi treinado a jogar versões diferentes de um jogo de estratégia em tempo real chamado de StarCraft, onde o jogador deve usar seus recursos para construir estruturas, precisando administrar os recursos, expandir para controlar a localização dos recursos, pensar numa ofensa efetiva e táticas de combate defensivos. O um terço restante ficou jogando o clássico The Sims, que não precisa de muita tática ou exercício de memória. Todos os envolvidos jogaram os jogos por 40 horas, ao longo de seis a oito semanas, e tiveram que fazerem testes psicológicos antes e depois das jogatinas.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que aqueles que jogaram StarCraft eram mais rápidos e mais precisos em performar tarefas de flexibilidade cognitiva, do que aqueles que jogaram The Sims. Jogos dinâmicos tem um poder de melhorar o cérebro a pensar na hora e aprender com os erros cometidos no passado. Jogos como Halo reforçam esse aspecto do cérebro.

“Nossa pesquisa demonstra que flexibilidade cognitiva, um dos diferenciais da inteligência humana, não é um comportamento estático, e pode ser treinado e melhorado usando ferramentas de aprendizados divertidos como videogames.” Afirma Dr Brian Glass, da universidade Queen Mary.

Pesquisa no Centro Médico Beth Israel

Outra pesquisa que procura ver como os jogos eletrônicos pode melhorar o desenvolvimento cerebral foi a realizada pelo Centro Médico Beth Israel, onde 33 cirurgiões do hospital jogaram videogame em intervalos durante as laparoscopias, um método de cirurgia consagrado para retirada da vesícula biliar e também usado em cirurgias ginecológicas e urológicas, que para serem realizadas, um cabo de fibra ótica entra pelo umbigo do paciente, e o mesmo é operado remotamente através dos controles de um mouse. Dentro do grupo de médicos, 9 deles já tinham o costume de jogar videogame pelo menos 3 horas por dia, resultando em cirurgias 27% mais rápidas e com 37% de menos erros cometidos do que aqueles que não jogam tanto.

 

Um grupo que não tinha costume de jogar começou a treinar com os jogos Super Monkey Ball (que pode ter um novo título a caminho), Silent Scope e Star Wars: Racer Revenge, que são jogos pedem altas doses de concentração e reflexos rápidos. O resultado obtido foi uma melhoria em 37% com os equipamentos. Isso deixa evidente a influência que os jogos fizeram, a jogatina de poucas horas permitiu mudanças ocorrerem no cérebro desses médicos.

Outro exemplo foi a pesquisa realizada pela neurocientista Daphne Bavelier, da Universidade de Rochester, onde ela pegou alunos universitários e os dividiu em três grupos. Um dos grupos jogou Medal of Honor, um clássico da estratégia, por 10 dias, o segundo jogou o clássico e mais simples, Tetris, e um terceiro não jogou nenhum tipo de jogo eletrônico. Após esse período os alunos fizeram testes de agilidade motora, junto com percepção visual e espacial. Aqueles que jogaram Medal of Honor obtiveram os melhores resultados.

Cada vez mais fica evidente como o uso de videogames pode ajudar o desenvolvimento de um indivíduo, com estratégia em tempo real e jogos de ação sendo os melhores ao desenvolvimento de um cérebro mais preparado e ágil para os desafios do dia a dia.

Não são só jogos “para os mais jovens”

Em outras pesquisas realizadas foi constatado que o pôquer (ou poker em inglês e bastante conhecido em cassinos), em si é considerado como poderoso exercício mental. O poker é um dos chamados “esportes mentais”, os quais exigem constantemente raciocínio e leitura do jogo do adversário. Muito mais do que mera sorte na maioria das jogadas que é o caso do famoso truco, conhecido no Brasil, pôquer vai muito além.

Com toda essa demanda mental, em um estudo na França pelo Dr. Jeffrey Cummings, o mesmo chegou a uma conclusão de que jogar poker pode lhe ajudar a ter uma melhor saúde mental. Estamos falando do mesmo que é jogado por milhares de pessoas em cassinos online, por exemplo. Após examinar os resultados diante de várias atividades que reforçam o exercício mental, chegou-se à conclusão de que o poker se mostrou o mais efetivo dos “exercícios” para manter o cérebro mais saudável na terceira idade.

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