As greves de Paris mostram que o Brasil não é o único com problemas sociais

Ligações com outros países são prejudicadas

Os acessos a Paris estão hoje (9) muito complicados devido ao quinto dia de greve contra a reforma das aposentadorias e que afeta, sobretudo, a rede de transportes.

De acordo com as autoridades, há 620 quilômetros de filas de automóveis nos acessos a Paris, um volume que já não se registrava há cinco anos.

Passageiros andam em uma plataforma na estação de trem Gare Saint-Lazare, em Paris, em mais um dia de greve REUTERS/Christian Hartmann

Dezenas de milhares de pessoas que habitualmente utilizam os ônibus e metrô optaram por usar o carro particular para ir trabalhar. A chuva que atinge a capital francesa agrava a situação.

Hoje, a nível nacional, estão circulando apenas 20% dos trens de alta velocidade (TGV), assim como as ligações ferroviárias nos arredores de Paris. As ligações regionais estão limitadas a 30% e são muito poucos os trens que fazem percursos internacionais.

Estão suspensas as ligações entre França e Itália. A ligação Paris/Londres está afetada.

É possível que a greve prossiga por conta das tensões entre os sindicatos e o governo do presidente Emmanuel Macron, que se reúne hoje à tarde para analisar os efeitos da paralisação.

Por RTP (emissora pública de televisão de Portugal) Paris
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