Bilionário cria fundo para a conservação de 30% do planeta até 2030

Hansjörg Wyss é um homem que ama a natureza. É caminhante, trilheiro, esquiador e mochileiro ativo. Ele vive em Wyoming, nos Estados Unidos, onde participa de programas de educação ao ar livre e financia projetos locais de conservação da vida selvagem em terras públicas nas Montanhas Rochosas. Wyss é um empresário e um dos mais famosos filantropos do mundo, nascido na Suécia, ele é conhecido por apoiar causas de proteção ambiental, ciência e justiça social; também contribui com projetos históricos e museus, além de apoiar organizações políticas progressistas.

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Seu atual projeto está acontecendo em parceria com a National Geographic Society e é baseada na criação de um fundo de 1 bilhão de dólares dólares (cerca de 3,84 bilhões de reais), administrado por sua fundação Wyss Campaign for Nature, para proteger 30% do planeta até 2030.


A ação do filantropo é um marco de extrema importância e compactua com o desejo da ONU (Organização das Nações Unidas) de atingir a meta estabelecida de proteção de 30% de todo meio ambiente do planeta nos próximos 12 anos. Somente metade da vida selvagem e da natureza da Terra está protegida por iniciativas de preservação, então o apoio de Wyss através da Campanha dá forças para a permanência de tais ações.


A meta do bilionário é possível de ser alcançada. As possibilidades giram em torno de: criar e expandir áreas protegidas em qualquer lugar do mundo, ajudar a incrementar as metas de conservação internacional e investir em Ciência.

Além disso, Wyss e sua equipe da fundação (formada por estudiosos, especialistas e cientistas) acreditam que a proteção do mundo natural só será possível apoiando comunidades tradicionais, povos indígenas – que já sabem proteger a natureza e, às vezes, precisam apenas de um pouco de estrutura para se desenvolver– e outros povos nativos, orientando para a conservação de terras, de águas, da fauna e da flora. É uma grande oportunidade para proteger os ecossistemas críticos para nossa sobrevivência.
Os primeiros nove projetos de conservação a serem beneficiados serão o Parque Nacional Aconquija, a Reserva Nacional e o Projeto Parque Nacional Ansenuza, todos na Argentina; A Reserva Marinha do Corcovado, na Costa Rica; a iniciativa de Áreas Marinhas Protegidas do Caribe; o Fundo Amazônico dos Andes, que impacta o Peru, a Colômbia, a Bolívia, o Equador, o Brasil e a Guiana.
Também serão beneficiados a Fundação de Conservação dos Cárpatos, da Romênia, que lidera os esforços de conservação nas montanhas dos Cárpatos; a Área Protegida de Edéhzhíe, em Dehcho e a Área Nacional da Vida Selvagem no Canadá; Projeto Nimmie-Caira da Austrália e o Projeto do Parque Nacional Gonarezhou no Zimbábue.

O destino do restante do dinheiro do fundo ainda não foi decidido. Segundo Greg Zimmerman, membro sênior da campanha, a escolha de cada projeto é um processo longo. “Não vamos aplicar dinheiro para proteger uma área que corre risco de alteração de políticas de proteção por causa da mudança de governo”.

Ou seja, as iniciativas selecionadas para serem apoiadas pela Campanha podem ser de proteção terrestre, marinha ou ambas. Fora isso, o único parâmetro estabelecido é que o fundo beneficiará ações que já existam há algum tempo e que tenham apoio suficiente para permanecerem atuantes.

O filantropo acredita na capacidade dos cientistas de identificar as melhores estratégias de proteção para o nosso planeta. Para tanto, precisam receber incentivos financeiros para continuar realizando estudos e pesquisas cada vez mais aprofundados. Além dos projetos, o dinheiro da Campanha Wyss pela Natureza também financiará medidas de conservação da ciência e campanhas de conscientização de proteção da natureza.

Com informações de Conexão Planeta e Ciclo Vivo.
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