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Tragédia de Santa Cruz reacende debate sobre Feminicídio. Brasil bate recorde

 


O caso de feminicídio que chocou Santa Cruz, no RN onde 3 mulheres foram mortas, reacendeu o debate sore o tema. Para ter uma idéia, o Brasil é destaque negativo pelo quarto ano seguido.

O Brasil registrou em 2025 o maior número de feminicídios da série histórica: 1.571 vítimas, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. Esse dado, divulgado pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, confirma o quarto recorde consecutivo e contrasta com a queda nos homicídios em geral, que tiveram redução de 8,2% no mesmo período. Apesar dos avanços em políticas de segurança, os feminicídios e as mortes decorrentes de intervenção policial foram as únicas modalidades de violência letal que cresceram.

Segundo especialistas, a violência contra mulheres segue uma dinâmica distinta da violência urbana, sendo fortemente influenciada por desigualdade de gênero, padrões culturais de masculinidade e fragilidades na rede de proteção. Em 2025, 44,4% das mulheres assassinadas morreram por razões de gênero, o maior percentual desde que o feminicídio foi tipificado como crime autônomo. Além disso, houve aumento de crimes relacionados, como perseguição e violência psicológica, e mais de 4 mil mulheres sobreviveram a tentativas de feminicídio, revelando falhas na proteção estatal.

O perfil das vítimas mostra que a maioria eram mulheres negras, entre 25 e 44 anos, mortas dentro de casa, geralmente por parceiros ou ex-parceiros. O Anuário também destaca o crescimento do descumprimento de medidas protetivas, com mais de 132 mil casos registrados, evidenciando os limites da capacidade estatal de impedir que a violência evolua para assassinatos. Apesar de iniciativas do governo federal, como o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio e operações integradas de segurança, os dados reforçam a necessidade de estratégias mais eficazes de prevenção e proteção.

Com informações da CNN

SAÚDE E BEM-ESTAR

Dr. Willen Moura

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