Governo diz que tomará medidas para evitar novos ataques a embarcações do RN


Após o acidente envolvendo um barco pesqueiro potiguar e uma embarcação chinesa na semana passada, o subsecretário estadual de Pesca e Aquicultura, Antonio-Alberto Cortez, anunciou que o Governo do Estado tomará medidas para evitar novos ataques a embarcações potiguares.

Para Cortez, o pânico sentido pelos tripulantes do Oceano Pesca I impediu que eles tivessem a frieza para coletar provas que pudessem colaborar nas investigações. “Já estão sendo discutidos modos de, pelo menos, se precaver e registrar mais efetivamente qualquer tentativa de agressão. Quando a embarcação chinesa foi atacá-la, a tripulação entrou em pânico. Ninguém teve condições de registrar o acontecido”, explicou.

De acordo com o subsecretário, trata-se de “um ato de extrema de agressão” e é um problema que “não pode ser esquecido ou ficar impune”. No que depender do Governo do Estado, os profissionais da pesca terão apoio para continuar exercendo suas atividades com mais segurança. Antonio-Alberto Cortez avaliou que, no momento, apesar dos estragos na embarcação representarem um prejuízo de R$ 500 mil, o maior dano foi psicológico.
“É a primeira vez que vejo isso acontecer desde que assumi como subsecretário. Isso é muito negativo para o mercado interno. Nem tanto pelas vendas, mas por afetar a psique dos pescadores de outras embarcações. Quando os outros pescadores em alto-mar souberam do que estavam acontecendo, ficaram com medo e receosos, querendo voltar. Isso é um precedente que jamais pode voltar a ocorrer. O prejuízo imediato é muito mais de ordem emocional para quem atua na área”, analisou o subsecretário.

Após o retorno do Oceano Pesca I a Natal no último sábado, 24, um inquérito foi aberto na Capitania dos Portos. Após sua finalização, a expectativa é de que os resultados sejam entregues à empresa dona da embarcação, para que ela possa tomar medidas junto às autoridades competentes, como o Ministério das Relações Exteriores e a Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (Icaat). O prazo para a conclusão do inquérito é de 90 dias.

Ainda segundo Cortez, é obrigação do Estado prestar apoio aos envolvidos no incidente “para que os trâmites fluam com mais rapidez”. Para ele, “a pesca é de fundamental importância socioeconômica para o RN. A pesca atuneira mantém um contingente de mais de 4 mil trabalhadores nesta atividade produtiva.

Agora RN

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