Vamos exercitar. Os neurônios agradecem!


Pesquisadores do Instituto Salk, nos Estados Unidos, fizeram com que camundongos idosos passassem a realizar exercício físico voluntário. Camundongos vivem em média 24 meses, mas a prática de atividade física, mesmo aos 22 meses de idade, reduziu as alterações nas sinapses causadas pela velhice.

Sabendo que as sinapses são regiões onde neurônios se comunicam entre si e com células musculares. Quando essa comunicação é interrompida ou reduzida, o que pode ocorrer como consequência de um trauma, doença ou envelhecimento, os músculos atrofiam. De fato, idosos possuem alterações estruturais em suas sinapses quando comparados a indivíduos jovens.

A explicação para esse curioso caso de Benjamin Button estaria nas proteínas, chamadas fatores tróficos, produzidas pelo próprio organismo após o exercício, o que fortaleceria a comunicação músculo-neurônio nos camundongos anciãos. É fascinante perceber que por mais sutis que sejam as alterações causadas pelo envelhecimento, elas podem ser revertidas, ao menos parcialmente, com uma boa corrida.

Essa mesma atividade física que fortalece a comunicação entre sistema nervoso e músculos também é capaz de transformar o cérebro, estimulando a criação de neurônios numa região conhecida como hipocampo, relacionada à memória e ao aprendizado.

Cientistas alemães e suíços sugerem que, quando nos movimentamos, células-tronco do hipocampo são estimuladas a se transformar em novos neurônios que, por conseguinte, contribuiriam para a formação de novas memórias e aprendizagem.

Os anos passam, a ciência avança e o melhor antídoto antienvelhecimento continua sendo o de sempre: exercício físico!

Por: Stevens Rehen

"Canse malhando para não cansar vivendo."




Compartilhe no Google Plus