Cristo Redentor é iluminado de verde no Dia do Médico

O Dia do Médico será lembrado na noite de hoje (18) em um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro. O Cristo Redentor receberá uma iluminação especial na cor verde, que historicamente simboliza a medicina, a partir das 20h. O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) fará uma homenagem à categoria ao pé da estátua, com uma missa. Segundo o presidente do Cremerj, Pablo Vasquez Queimadelos, a celebração de hoje é, sobretudo, à dedicação dos médicos, apesar das dificuldades impostas pela crise financeira e da falta de estrutura para "trabalhar com dignidade".

“Vivemos um momento muito crítico, com os hospitais estaduais sem financiamento, ameaças de fechar hospitais por parte das OSs [Organizações Sociais que administram os hospitais], os governos federal e municipal e a própria saúde suplementar também estão com muitos problemas”, disse ele. “Os médicos, dentro das suas possibilidades, tentam oferecer à população o melhor do conhecimento que têm e essa coragem e superação é que estamos comemorando”.


Cristo Redentor será iluminado de verde para comemorar o Dia do Médico Fernando Frazão/Agência Brasil

Queimadelos informou que o Cremerj está produzindo um dossiê com denúncias e alertas sobre a situação dos hospitais públicos no estado do Rio de Janeiro. “Estamos muito preocupados com a aproximação do final do ano e a proposta de redução de custos na área da saúde. A aprovação dessa PEC 241 para nós será uma ameaça de desestruturação da assistência à população na saúde. Consideramos que essas não são soluções estruturantes. Saúde e educação devem ser vistas como investimentos, não como gastos”, declarou ele. “Nunca teremos um país soberano e avançado sem uma população com saúde e educação”.

Crise na saúde

A realidade dos hospitais públicos no Rio de Janeiro nos últimos meses tem sido de atraso nos salários de funcionários, pacientes acomodados de forma improvisada em macas, superlotaçãonas emergências, falta de médicos, materiais e medicamentos. Na semana passada, o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro denunciou problemas na Unidade de Terapia Intensiva pediátrica do Hospital Estadual Carlos Chagas.

Em janeiro, quando a dívida atual do setor de saúde no estado era de R$ 1,4 bilhão, vários hospitais tiveram restrições no atendimento. Também em janeiro foram municipalizados dois hospitais da rede estadual: Albert Schweitzer, em Realengo, e Rocha Faria, em Campo Grande – ambos na zona oeste do Rio. O ápice da crise foi em dezembro do ano passado, quando o governador licenciado, Luiz Fernando Pezão, decretou estado de emergência na saúde. O Governo Federal enviou insumos e doou R$20 milhões na época.

Edição: Amanda Cieglinski
Flávia Villela - Agência Brasil
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