Tribunal do Juri Popular de Mossoró absolve dupla da acusação de homicídio

O Tribunal do Júri Popular de Mossoró, julgou e absolveu nesta quinta-feira, 10 de maio, Francisco Duarte Jerônimo e seu amigo Paulo Henrique Duarte de Oliveira, pela acusação de assassinato contra Raxsuel Jadson da Costa, morto a tiros no dia 18 de novembro de 2016, na Rua Zé Alinhado, no bairro Alto de São Manoel, em Mossoró.

O promotor de justiça Armando Lúcio Ribeiro ainda tentou junto ao corpo de jurados a condenação dos réus, por entender que os dois mataram Raxsuel por motivo torpe e com recursos que dificultaram a defesa da vítima, considerando homicídio duplamente qualificado.

Mas os sete jurados, representantes da sociedade mossoroense, acabaram acantando a tese da defesa levantada pelo Advogado Isaías de Oliveira alegando a negativa de autoria do crime, por não existir provas contra os dois denunciados.

Segundo o inquérito policial do caso instaurado pela Delegacia de Homicídios de Mossoró (DHM), a vítima estava sentada na calçada de sua casa com seu pai quando um veículo Siena preto parou próximo a residência e Francisco Duarte teria saído do carro, caminhado em sua direção e ao se aproximar atirou contra Raxsuel que conseguiu correr, mas foi alvejado com três tiros e morreu dentro de casa.

Durante depoimento na justiça, Francisco Duarte confessou o crime, mas disse que o praticou sozinho e não com a ajuda de Paulo Henrique, que segundo ele não estava no local. Ele teria confessado que matou Raxsuel porque este teria tentado contra a sua vida por duas vezes e matou para não morrer.

Para o Ministério Público Paulo Henrique Duarte de Oliveira, o "Paulinho" teria participação no crime tanto no planejamento quanto na execução. Ainda de acordo com o MP uma terceira pessoa que não foi identificada também teria participado do crime.

O julgamento de Francisco Duarte e Paulo Henrique de Oliveira, deveria ter ocorrido no dia 07 de novembro de 2017, mas por falta de promotor de justiça, o juri não aconteceu e a justiça acabou colocando os réus, que estavam presos, em liberdade.

FIM DA LINHA
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