Bem perto: Sobe para sete o número de mortes por H1N1 em Pernambuco

Roraima recebeu 175 mil doses da vacina, mas no 'Dia D' pouco mais de 15 mil foram usadas (Foto: Divulgação/Prefeitura de Boa Vista)
Imagem: PBV

Aumentou para sete o número de mortes causadas pela influenza A H1N1 no estado de Pernambuco. Entre os óbitos, quatro foram no Recife, um em Olinda, um em Caruaru e um em Palmares. No boletim anterior, divulgado na semana passada, quatro eram os óbitos confirmados pela gripe A H1N1. O novo levantamento, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta sexta-feira (6), corresponde ao periodo entre o início do ano e o dia 30 de abril. As mortes estão inseridas dentro dos 24 óbitos causados pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com a SES.

De acordo com a pasta, as outras mortes seguem em investigação e podem ter sido provocadas por diversos vírus como o adenovírus, o vírus sincicial respiratório, a influenza (A H1N1, AH3 Sazonal, B e vários outros subtipos), parainfluenza (1, 2 e 3), e diversas bactérias, além de outros agentes etiológicos, como fungos.


No estado, ainda foram notificados 373 casos de SRAG, com 32 confirmações de influenza A H1N1. No mesmo período de 2015, foram notificados 388 casos, com nenhuma confirmação para influenza. Ainda durante este período no ano passado, houve 16 mortes por SRAG, mas nenhuma relacionada à gripe A H1N1.

Já nos casos de síndrome gripal, que são mais leves, das 208 coletas de pacientes analisados, 36 resultados deram positivo para a influenza A H1N1. No mesmo período analisado de 2015, não foi confirmado caso de síndrome gripal pela A H1N1. Somando as confirmações de SRAG e síndrome gripal, são 68 os casos de H1N1 no estado.

Vacinação
A secretaria ainda informa que 1.077.160 dos pernambucanos já foram vacinados contra a influenza. O que equivalente a 51,39% do público total, formado por 2.095.962 de pessoas. Com a campanha de vacinação seguindo até o dia 20 deste mês, a expectativa da SES é que pelo menos 80% da população seja imunizada.

vacinação dos grupos prioritários começou no dia 25 do mês passado no estado. São eles: crianças entre 6 meses e menores de 5 anos (até 4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores de saúde, idosos (a partir de 60 anos), povos indígenas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens entre 12 e 21 anos sob medida socioeducativas, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.
Até o momento, o Ministério da Saúde (MS) encaminhou ao estado 1.939.980 doses da vacina. Desse total, 538 mil começaram a ser distribuídas na manhã desta sexta (para as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres), que fazem a distribuição para os municípios. A expectativa é que o Ministério da Saúde encaminhe as doses restantes até o final da primeira quinzena deste mês de maio.
Contra-indicação
A imunização é contraindicada para indivíduos com alergia grave ao ovo ou a qualquer outro componente da fórmula ou aqueles que apresentaram história de reação anafilática em dose anterior da vacina. Em caso de doenças agudas febris moderadas ou graves, é recomendado adiar a vacinação até a resolução do quadro.

Segundo a Secretaria de Saúde, a vacinação contra a influenza pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global. Em residentes em lares de idosos, reduz o risco de pneumonia em cerca de 60%, o risco global de hospitalização em cerca de 50% e o de morte em 68%. Ela ainda pode reduzir em 40% os casos de síndrome gripal.
G1
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