Caso Élio Moura: 1 ano depois de morte de comerciante, assassinos continuam soltos

No último dia 16 de junho de 2020 completou exato 1 ano desde que o comerciante Élio Pereira de Moura foi covardemente assassinado a tiros em Pendências no interior do Rio Grande do Norte. Os suspeitos de mandar e executar Élio ainda não foram presos e caso indignou a família que está se mobilizando para cobrar das autoridades a sua devida solução, e justiça.



Elio: Homem de muitos amigos

Esse foi um crime que impactou a cidade pelo fato de Moura ser uma pessoa sem antecedesntes criminais, não ter inimigos e trabalhar honestamente onde era comerciante proprietário de uma oficina de conserto de motos e também motorista da ambulância da cidade de Carnaubais/RN. 

O Crime

Segundo informações repassadas a este periódico, ainda em investigação, a motivação do crime poderia ser o fato de Élio ter consertado o motor de uma moto e haver um desentendimento em relação ao pagamento do conserto por parte de um cliente.

O crime covarde aconteceu sem que o comerciante tivesse qualquer chance de defesa.

Suspeitos soltos e investigação ainda não solucionada

Os familiares de Élio Pereira falaram ao Diário Potiguar que existe uma certa inércia da Polícia haja visto que dizem ter provas suficientes para incriminar os suspeitos mas que o caso não está sendo tratado com a devida atenção e pedem justiça.

"Só queremos justiça. Nosso irmão está preso para sempre num caixão e o assassino está solto"

"Esses assassinos tem que ser presos e levados a Júri Popular". Não podemos mais aceitar injustiças, completou outro familiar de Élio.

Delegado diz estar sobrecarregado mas que investigação não parou

Procurado pela equipe do Diário Potiguar o Delegado Sandro Reges da 5ª DRP Regional de Macau falou com exclusividade.

De acordo com Sandro, há época do fato quem estava à frente do caso era o delegado Luiz Antonio da Delegacia de Plantão de Mossoró e que há 5 meses da investigação este foi transferido para assumir Angicos. Sandro ficou responsável por 12 cidades da 5ª DRP e, de acordo com ele, responde por toda a regional.

Investigações

O inquérito presidido anteriormente pelo delegado Luiz Antônio, descreveu que um homem de Macau negociou uma moto e após a morte de Pereira Moura surgiu a suspeita de que ele poderia ter sido o mandante do crime que vitimou Élio, mas que, segundo o delegado Sandro Reges, foram ouvidos diversos familiares e há época não existiam provas quanto a essa pessoa, e diante das suspeitas pediu uma busca na casa do suspeito e do seu cunhado, sendo essa em Macau e Alto do Rodrigues, respectivamente. As buscas, segundo ele, foram realizadas. Em Alto do Rodrigues não foi encontrado nada, no entanto em Macau encontraram aparelhos celulares e uma arma de fogo que foram encaminhados ao ITEP para a realização de uma pericia. Neste momento, a investigação passa para o comando de Sandro Reges que a assumiu. 

Delegado esclarece a demora

O Delegado Sandro Reges falou com o Diário Potiguar e destacou uma série de problemas para prosseguir com as investigações em tempo hábil. De acordo com ele, o problema do coronavirus atrapalhou o desfecho do caso pois a Delegacia Geral determinou que os gestores, neste período, tentassem fazer uma escala e hoje está com um efetivo muito diminuído. Sandro ainda destaca que não teve tempo de se debrucar especificamente nesse inquérito por acumulo de trabalho. O delegado está assumindo 12 municípios e estão occorendo muitas diligências e flagrantes o que tem dificultado ainda mais a investigação.


Imagem: Guamaré em Dia

"A investigação não parei. terei o maior prazer em prender os autores e resolver esse caso" 

Reges diz que a investigação segue, mesmo em meio às dificuldades, e que embora não esteja na rapidez que deseja a família e a sociedade ele terá o maior prazer em prender os autores e resolver esse caso. "Qual o delegado que não tem o prazer de resolver um caso e fazer justiça à familia", finaliza.

Nota do Diário Potiguar

Um dos deveres da imprensa é defender os interesses da sociedade frente às insjustiças, cobrando celeridade e empenho das autoridades no cumprimento legal. Este veículo de comunicação não se calará até que a justiça seja feita.
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